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Workshop: Diretrizes e Estratégias para a Modernização de Coleções Biológicas Brasileiras e a Consolidação de Sistemas Integrados de informação sobre Biodiversidade
Apresentação Coleções Biológicas, incluindo as coleções de história natural (museus e herbários) e coleções vivas (coleções microbianas, bancos de células-humanas, vegetais e animais, bancos de germoplasma, e bancos material sub-celular) compõem a infra-estrutura básica de suporte para o desenvolvimento científico e a inovação tecnológica nas áreas de saúde, agricultura, meio ambiente e indústria. Nos países desenvolvidos, as coleções biológicas estão passando por um processo de readequação tecnológica e gerencial, visando a incorporação de novos métodos e processos, que permitem a rápida caracterização e documentação do acervo, assim como a introdução de procedimentos gerenciais que permitem a rastreabilidade do processamento das amostras e informações associadas. No Brasil, país mega-diverso detentor de mais de 10% da diversidade global, a situação das coleções biológicas está muito longe de ser considerada adequada. Muitos dos acervos existentes encontram-se em condições precárias de manutenção, em decorrência de problemas de infra-estrutura física ou da falta de recursos humanos especializados. Se for mantido o quadro atual, será muito difícil para o país explorar de maneira sustentável o capital natural associado à diversidade de ecossistemas e riqueza de recursos genéticos.
A base de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira é incipiente e desagregada. Estima-se que existem cerca de 2,5 a 3 bilhões de amostras depositadas em coleções biológicas internacionais. Deste montante, os acervos brasileiros contribuem com cerca de 30 milhões de amostras, o que corresponde a 1% do total, o que é muito pouco representativo, levando-se em conta a dimensão da nossa biodiversidade. Outro problema a ser equacionado é a ampliação do acesso a informações sobre biodiversidade. As informações existentes estão dispersas e via de regra, não disponíveis na forma digital.
O desenvolvimento de políticas e estratégias de desenvolvimento sócio econômico sustentável depende do acesso facilitado a informações sobre biodiversidade. É crescente a demanda por informações técnico-científicas de qualidade, no equacionamento de problemas associados à liberação de organismos transgênicos no ambiente, na definição de estratégias e prioridades de conservação de áreas naturais, na adoção de medidas de contenção de espécies invasoras e pragas agrícolas, e na prevenção e controle de doenças endêmicas. É necessário definir diretrizes e estratégias no horizonte de 10 anos, visando a modernização das coleções biológicas, tendo como meta a consolidação de uma rede de informação integrada.
Objetivo
Tem-se como objetivo central estabelecer um plano estratégico para a consolidação de uma rede integrada de coleções biológicas no Brasil. Como objetivos específicos tem-se:
Metodologia
- Fazer uma análise crítica das profundas transformações que estão ocorrendo nas áreas de conhecimento associadas ao gerenciamento e manutenção de coleções biológicas, sistemática em biologia, e informática para biodiversidade.
- Fazer recomendações que levam à ampliação da capacidade do governo e sociedade em responder rapidamente aos desafios associados ao uso dos recursos naturais e seus impactos à biodiversidade.
- Recomendar diretrizes e estratégias para a modernização e consolidação de uma rede integrada de coleções biológicas, associada a uma infra-estrutura compartilhada de dados e informações sobre biodiversidade.
Foram produzidos documentos setoriais e notas técnicas para subsidiar os trabalhos nas áreas de botânica, zoológica, microbiologia e informação. Tendo os documentos como base, foi realizado um seminário com especialistas para discutir possíveis diretrizes e estratégias. O documento consolidado será apresentado e discutido no presente workshop com a participação de especialistas do país e do exterior.
Paralelamente foi desenvolvido um sistema de informação na Internet para o cadastro de coleções zoológicas e para a divulgação dos produtos do projeto. O Centro de Processamento de Dados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em parceria com a Sociedade Botânica do Brasil mantém um sistema on-line para o cadastro de hebários.
Críticas e sugestões são bem-vindas.
Apoio:
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Organização:
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